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Caturrita

Monk Parakeet
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Classificação científica

Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Aves
Ordem:Psittaciformes
Família:PsittacidaeRafinesque, 1815
Espécie:M. monachus
Nome científico:Myiopsitta monachus(Boddaert, 1783)
Nome em inglês:Monk Parakeet

Características

A caturrita tem penas verdes no dorso, que contrastam com a barriga, peito, garganta e testa acinzentados. O bico é pequeno e alaranjado. No peito, a plumagem é escamada e as asas e cauda possuem penas longas azuladas. A caturrita adulta tem 28 a 33 cm de comprimento total.

Alimentação

A alimentação das caturritas é composta por frutos, verduras, legumes, sementes de arbustos e capins, flores e brotos.

Reprodução

Reproduz-se entre julho e dezembro. A caturrita é a única espécie de psitacídeos que constrói o seu próprio ninho. Todos os outros membros do grupo (papagaios, araras, etc) fazem ninhos em buracos ocos de árvores, barrancos ou cupinzeiros. Os casais de caturritas nidificam com o resto do seu bando e podem formar ninhos comunitários com, no máximo, um metro de diâmetro e 200 kg de peso. Os ninhos são estruturas cilíndricas fechadas, unidas aos ninhos vizinhos através das paredes externas. A caturrita constrói os ninhos com gravetos, nos galhos mais altos de diferentes tipos de árvores. Os ninhos são usados durante todo o ano, pois, quando não estão no período reprodutivo, as caturritas usam-nos para dormir ou como proteção em caso de tempestades. A caturrita chega a pôr 11 ovos por postura, sendo que cerca de 7 dos filhotes conseguem chegar à idade adulta.

Hábitos

Habita principalmente nas florestas secas, de galeria, plantações e áreas urbanas, até 1000 metros. A subespécie M. m. luchsi alcança até os 3000 metros. A caturrita é ave gregária e não migratória. Voa em casais ou bandos de 15 a 50 indivíduos ou em números maiores depois da reprodução (bandos maiores, até de 100 aves, não são incomuns). No sul do Brasil, na Argentina e no Uruguai, a caturrita é considerada praga em zonas de cultivo de milho e sorgo e em pomares. Com o desaparecimento das matas onde vivia, a caturrita começou a procurar alimento nas culturas que hoje ocupam seu habitat natural. Com alimento fácil e a extinção progressiva de seus predadores, como o gavião, a população da espécie aumentou facilmente. O cultivo de eucalipto, originário da Austrália e introduzido no Brasil entre os anos de 1855 e 1870, também tem um papel importante na explosão populacional das caturritas. A caturrita encontrou no eucalipto um local perfeito para nidificar, construindo ninhos nos galhos mais altos da árvore (a 10 metros de altura), onde os ovos, filhotes e adultos ficam muito bem protegidos do ataque dos seus inimigos naturais e dificultando o controle populacional por parte do homem. Em outras regiões, onde não há uma agricultura de gramíneas muito extensa, como é o caso do Pantanal Mato-grossense, a caturrita causa danos localizados, mas de pouca expressão. A presença de predadores naturais e espécies competidoras a mantém em níveis populacionais compatíveis.

Referências

CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014. del Hoyo, J.; et al., (2014). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC. Juniper, T., & M. Parr. (1998) - Parrots: A Guide to Parrots of the World. Yale University Press, New Haven, Ct, USA. The World Bird Database, AVIBASE; http://avibase.bsc-eoc.org/species.jsp?avibaseid=35810386DDA72E08 WikiAves (##2024##) WikiAves, a Enciclopédia das Aves do Brasil. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br. Acesso em: 16/12/2024. https://www.wikiaves.com.br/wiki/caturrita. Acesso em 16/12/2024.