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Maria-faceira

Whistling Heron
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Classificação científica

Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Aves
Ordem:Pelecaniformes
Família:ArdeidaeLeach, 1820
Espécie:S. sibilatrix
Nome científico:Syrigma sibilatrix(Temminck, 1824)
Nome em inglês:Whistling Heron

Características

A maria-faceira é uma das primeiras espécies de aves a colonizar áreas recém-queimadas e aparentemente sua distribuição vem aumentando em função do desmatamento. Mede entre 53 e 64 centímetros de comprimento e pesa entre 521 e 546 gramas de peso. Inconfundível. É a única garça brasileira com este padrão de coloração. O nome comum está ligado às cores espetaculares da cabeça. Face azul-claro brilhante, coroa cinza-escuro ou preta, que continua com longas penas ornamentais curvas e rígidas, com pontas amarelas ou brancas; bico longo e delgado róseo com mancha azul-violeta na ponta. A plumagem da garganta, pescoço e partes inferiores são amareladas, que aparece e desaparece para o branco, provocada pelo rico pó das penas (ou secreção da glândula uropigiana?) (Helmut Sick), enquanto o dorso, escapulares e rêmiges são cinza-claro; coberteiras das asas canela rosado, com listras pretas; supra e infracaudais brancas. Íris amarelo-claras, pernas preto-esverdeadas. Sexos semelhantes. As cores do juvenil são mais esmaecidas, mas, fora isso, ele é idêntico aos adultos. Os casais permanecem juntos a maior parte do tempo, mantendo contato em voo com um chamado especial, um sibilo melodioso e longo. O som produzido é semelhante ao de marias-fumaças de brinquedo.

Alimentação

Passa a maior parte do tempo no solo, andando à procura de insetos. Quando em regiões alagadas nunca se aventura em águas profundas, preferindo as margens alagadas, ricas em vegetação, onde se alimenta não só de insetos, mas também de anfíbios, pequenos roedores e peixes como o Synbranchus marmoratus (muçum) e Gymnotus carapo (tuvira), ambos adaptados a águas barrentas. É uma das primeiras aves a aparecer quando o solo é arado e apanha avidamente minhocas e outros invertebrados removidos pelas máquinas. Pode ficar por longos períodos imóvel ou andando bem lentamente observando a sua presa.

Reprodução

Na época da reprodução, o macho tem um voo de exibição, que exibe na frente da fêmea, que envolve voar para frente e para trás e deslizar em círculos. A época reprodutiva é muito extensa e variável. Geralmente, é de abril a setembro no norte e setembro a janeiro no Brasil e no sul. Seu ninho é feito de gravetos e construído em árvores, geralmente em um grande galho horizontal, entre 3 e 8 metros acima do solo. A construção é tão solta e frágil que muitas vezes os ovos podem ser vistos através do fundo, que não é forrado. Põe geralmente 4 ovos azuis claros com várias manchas, especialmente nas duas extremidades da casca, com um período de incubação de aproximadamente 28 dias. Dada a baixa resistência do ninho, acidentes e quedas são bastante comuns em dias de vento, com o que raramente se veem mais de 2 filhotes emplumados. Depois de deixar o ninho, os filhotes ainda permanecem dependentes dos pais para se alimentar por um certo tempo, eriçando as penas do pescoço e assobiando como gansos, solicitando alimento.

Hábitos

Habita campos, pampas, plantações, cerrados, savanas de cupins e varjões. No Sudeste, aparece próximo à orla marítima, nos campos litorâneos e nas fazendas. No final da tarde, desloca-se para dormir pousada em árvores altas, geralmente em terreno seco. No início da manhã seguinte retorna ao local de alimentação, onde permanece no solo a maior parte do tempo, caçando os insetos em caminhadas lentas. Sua batida de asas é muito característica, por ser de baixa amplitude e alta velocidade, dando a impressão de que voa somente com o deslocamento da ponta extrema da asa. Voa com o pescoço menos encolhido do que outras graças. Ave de aspecto e comportamento singulares. É a única garça originalmente brasileira que vive tanto em locais alagados quanto em locais secos, estando presente até mesmo em áreas de caatinga. Costuma viver sozinha ou aos pares em territórios fixos.

Referências

Blake, E. R. (1977). Manual of Neotropical Birds. Vol. 1. Univ. of Chicago Press, Chicago, IL. xix and 647 pp. SESC - Guia de Aves do Pantanal - disponível em http://www.avespantanal.com.br/paginas/13.htm Acesso em 03 mai. 2009. Wikipedia - enciclopedia livre - disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Syrigma_sibilatrix Acesso em 03 mai. 2009. SANTIAGO, R. G. Maria-faceira ( Syrigma sibilatrix ) Guia Interativo de Aves Urbanas, 20 feb. 2007. Disponível em: http://www.ib.unicamp.br/lte/giau/visualizarMaterial.php?idMaterial=421>. Acesso em: 03 mai. 2009. Sick, helmut. Ornitologia Brasileira. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1997. Sigrist, Tomas. Guia de Campo Avis Brasilis, Avifauna Brasileira. Editora Avisbrasulia, Vinhedo, SP, 2009, primeira edição. https://birdsoftheworld.org/bow/species/whiher1/cur/introduction https://www.oiseaux.net/oiseaux/heron.flute-du-soleil.html WikiAves (##2024##) WikiAves, a Enciclopédia das Aves do Brasil. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/>. Acesso em: 16/12/2024. https://www.wikiaves.com.br/wiki/maria-faceira. Acesso em 16/12/2024.